Juros, dólar e os eventos que movem o preço — seu guia para entender por que o ouro sobe e desce.
Não existe apenas um, mas estes quatro fatores geralmente importam mais, mais ou menos em ordem de impacto:
O ouro é cotado globalmente em dólares, então quando o dólar se fortalece (compra mais de outras moedas), o ouro fica relativamente mais caro para quem tem outras moedas, reduzindo a demanda — e vice-versa.
O ouro é um ativo que não paga rendimento — diferente de um depósito bancário ou título do tesouro, apenas tê-lo não gera nenhum ganho.
Por isso as reuniões do Federal Reserve (FOMC) estão entre os eventos que mais mexem com o ouro.
Quando a inflação sobe (a moeda perde poder de compra com o tempo), muitos investidores recorrem ao ouro como ativo que preserva valor a longo prazo, já que não está atrelado a nenhuma moeda ou decisão política direta.
Mas a relação não é perfeitamente mecânica — outros fatores (força do dólar, juros) podem pesar mais que o efeito da inflação no curto prazo.
Em tempos de crise (guerras, crises bancárias, instabilidade política), investidores costumam tirar dinheiro de ativos "arriscados" (ações, moedas emergentes) e colocar em ativos relativamente "mais seguros" — o ouro em primeiro lugar, por ser um metal físico de oferta limitada, não ligado a nenhuma empresa ou governo que possa quebrar.
Por isso é comum ver fortes altas do ouro durante grandes crises, mesmo quando outros fatores (juros, dólar) apontam o contrário.
A forma mais fácil é acompanhar um calendário econômico — ele mostra os horários de eventos-chave como: